O Bem mais Valioso


O Tempo é o bem mais valioso que nós temos, pois uma vez perdido nunca mais pode ser recuperado

Time is the most unrecoverable gift, once lost we can't have it back


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Primeiro Amor

Estivemos juntos pela primeira vez no dia 4 de Março de 2011, numa Sexta-Feira no Fórum de Almada. No dia 6 de Março de 2011 admiti-lhe que gostava dele, e quando pedi para mudar-mos de assunto ele disse que só mudava quando eu respondesse a uma simples pergunta: “Quando estaríamos juntos de novo?”, visto só nos termos visto uma vez, e só falar-mos por sms.
Ainda me lembro dessa Sexta-Feira como se tivesse sido ontem, tinha o coração a bater velozmente e brutamente, parecia que a qualquer momento sairia do meu peito, o meu estômago tinha o tão malfadado nó e estava tão corada! Nem me conseguia aproximar dele, senão deixava de respirar e comida, nem vê-la! Depois da saída não lhe enviei mensagem, por pensar que ele estava interessado numa amiga minha (que também gostava dele e também o tinha conhecido nesse dia) e que não me tinha achado nada de especial, visto nem sequer termos falado um com o outro. Para minha surpresa ele falou comigo e disse-me que me tinha achado bonita, elogiando-me. Embora me tenha dito isto eu continuava a acreditar que ele gostava de outra pessoa.
No Domingo, ele insistiu para que lhe contasse de quem gostava, e eu admiti que era dele. Fiz-lhe a mesma pergunta e ele disse que estava confuso entre duas raparigas.
Na Segunda, dia 7 de Março, encontrámo-nos sozinhos, sem ninguém das minhas amigas saber, mostrei-lhe a minha zona e conheci-o melhor. Parecia perfeito aos meus olhos.
Obriguei-o a prometer que me contava de quem gostava quando chegássemos à pizzaria onde iríamos comer (Verde & Amarelo), que ficava perto da minha casa.
Ele disse que já não estava confuso e indirectamente disse que gostava de mim, mas eu fiz-me despercebida, até que ele teve de dizer “é de ti que eu gosto”, sei que sorri timidamente e que corei. Mais uma vez, não consegui comer nada de jeito.
Ambos sabíamos que gostávamos um do outro, mas nenhum dava o braço a torcer. Ele emprestou-me a camisola quando eu tive frio e deixou-me ficar com ela.
Sentámo-nos em cima de um muro perto da paragem de autocarros, ele olhava-me tímido e apaixonado. Peguei na mão dele e ficámos assim de mãos dadas durante muito tempo, aquecia-as no bolso da camisola dele que vestira.
Dirigimo-nos para a paragem de autocarros para ele se ir embora, e ele disse:
- “Se te desse um beijinho davas-me um murro?”
Abanei negativamente com a cabeça, e ele aproximou-se lentamente. Os nossos narizes tocaram-se e os nosso lábios juntaram-se levemente. Senti um turbilhão de coisas inexplicáveis!
Beijou-me uma segunda vez visto não termos afastado os narizes. Depois chegou o autocarro e ele foi-se embora com o meu totó que me havia roubado na tal pizzaria. Despedimo-nos com os olhos.
Ele disse que me amava e que me queria ver outra vez, disse que eu era linda e que sentia muito a minha falta.
Combinámos vermo-nos na Quarta, dia 9 de Março de 2011. Nesse dia fomos para a minha casa, vimos um filme, mas não conseguíamos separar as nossas bocas nem os nossos corpos. Estávamos sempre agarrados aos beijos, nem vimos o filme.
Enquanto isto decorria ele disse docemente:
- “ Se não fosse pela Filipa eu pedia-te já em namoro, mas tu não ias aceitar, porque ias sentir-te culpada!”
Eu estava cheia de remorsos e com sentimentos de culpa devido ao facto da minha amiga também gostar dele, e não saber que nós estávamos juntos e que gostávamos um do outro, mas o sentimento que sentia por ele era tão mágico que abafava a minha culpabilidade.
- “ Mas eu aceito!” – disse eu.
Ele levantou-se e levantou-me a mim, pôs-se de joelhos e disse:
- “ Queres namorar comigo?”
Ao que eu respondi:
- “Claro.”
Estávamos ambos felizes e entusiasmados com a ideia de namorar-mos.
Parecia tudo perfeito, nem faria imaginar que tudo fosse ao ar tão rapidamente.
Nesse mesmo dia ele pôs no nick do msn:
“090311 amo-te ! “
No dia seguinte contei às minhas amigas, inclusive à tal que também gostava dele.
Estava arrependida para ser sincera, eu ia acabar com ele, mas ela disse-me para não acabar.
Nesse mesmo dia ele mudou o nick para:
“ 090311 amo-te namorada ! “
Oficializando de certa maneira a nossa relação.
Segundo toda a gente, éramos perfeitos um para o outro e realmente havia aquela forte magia no ar.
No Sábado, dia 12 de Março de 2011, estivemos juntos no Fórum de Almada. Fomos ao cinema, e o filme que assisti-mos era na sala 9 e o primeiro beijo dos protagonistas também havia sido numa paragem de autocarro ao cair da tarde. “Tens a Certeza?”, acho que durante muito tempo não vou conseguir ver este filme.
Ele notou que estava diferente e perguntou se tinha feito algo de errado, eu respondi que não.
Na verdade estava apenas nervosa porque tinha medo que tudo ruísse, mas ele nunca soube isso. Nunca soube que eu tinha vontade de acabar tudo, a toda a hora.
O amor tornou-me insegura, mas não tinha necessidade de o ser.
Segunda, 14 de Março de 2011, estivemos novamente juntos depois das aulas.
Ele foi até minha casa e vimos outro filme, tal e qual como tínhamos visto o outro. A minha mãe conheceu-o nesse dia e ele jantou connosco.
Nesse dia mostrou-me algo que o embaraçava, algo que não vou revelar.
Quarta, 16 de Março, fazíamos a primeira semana e íamos estar juntos. Ele foi novamente ter comigo a minha casa.
Quando nos despedi-mos nesse dia, na paragem de autocarros, ele “ensinou-me” a dar um linguado.
Estávamos bem um com o outro e a magia continuava lá.
Na Sexta, 18 de Março, adoeci e não fui às aulas, ele quando acabou as dele veio ter comigo.
E ficámos horas juntos, esse foi o dia mais mágico da nossa relação.
Ele teve de ir para os treinos, e atrasou-se por minha causa. Mais tarde, veio ter comigo novamente, visto a minha mãe o ter convidado para irmos jantar fora à pizzaria, porque era o aniversário dela.
Estávamos ambos nas nuvens, ele e eu. Embora nessa altura não me apercebesse, que ele me amava de verdade, agora vejo que estava cega. Ele amava-me, é essa a diferença entre o sentimento que nutria na altura pelo que nutre hoje por mim (indiferença).
No fim-de-semana não estivemos juntos porque o meu pai não quis.
Ficámos ambos tristes e tínhamos saudades um do outro. Foi a primeira vez que nos separámos durante tanto tempo.
Na segunda, 21 de Março 2011, estivemos juntos novamente, mas desta vez fui eu que fui ter com ele. Conheci o pai dele, e conheci a zona dele.
Fomos para o quarto dele e trocámos carinhos como sempre, entreguei-lhe nesse dia um poema que lhe havia feito. Foi a última vez que estivemos junto a sério.

Nessa semana não pudemos ver-nos, o que me deixou em baixo.
No Sábado, 26 de Março 2011, ele tinha um torneio, ao qual cheguei atrasada.
Eu não o vi, e estava com vergonha dos amigos dele para ser sincera. Estava com uma amiga que o viu, mas continuámos ambas em frente.
Esperei que ele viesse ter comigo, como o fez. Estávamos bem, embora na altura eu achasse que não, talvez devido a ter um medo horrível de o perder.
Mas nesse dia não namorámos, ele esteve com os amigos e eu não quis interferir no espaço dele.
Senti-me triste por não ter estado muito tempo com ele, mas não podia obrigá-lo a estar comigo e a ignorar os amigos de uma vida inteira.
No Domingo, 27 de Março 2011, ele veio ter comigo supostamente deveria ter ficado a tarde inteira comigo, mas o pai não o deixou.
Ele veio devolver-me os apontamentos, mas ainda conseguimos trocar carinhos e matar saudades por algum tempo. Tivemos de ir para a varanda do quarto, porque tinha uma amiga dentro do quarto e achei constrangedor estarmos a namorar à frente dela. Não resultou, ela viu as nossas sombras e disse que ficávamos tão perfeitos juntos! (soube mais tarde).
Foi a última vez que o vi.
Na  semana que se seguiu não nos vimos. E na outra a seguir acabámos.
No dia 4 de Abril (fazia um mês que nos tínhamos visto pela primeira vez) acabámos.
Ainda me lembro de quando ele me dizia que me amava e que não dava para viver sem mim.
Lembro-me de um dos nossos discursos:
- “Tenho de durar mais de que três meses.” (visto o meu relacionamento mais longo ter durado três meses) – disse ele.
- “Tenho de durar mais do que oito meses.” (visto o relacionamento dele mais duradouro ter durado oito meses) – disse eu.
- “Tenho de durar para sempre!” – disse ele.
Disse-me que era especial e que nunca tinha sentido isto por mais nenhuma rapariga.
Disse-me que nunca acabaria comigo e que nunca me faria sofrer.
Prometeu que nunca me mentiria.
Disse que era impossível fartar-se de mim.
Disse que se tinha apaixonado por mim quando me tinha visto pela primeira vez.
Disse que sonhava comigo.
Disse que era a namorada perfeita.
Disse que nada nem ninguém nos iria separar.
Mas a verdade é que separou.
Acabámos sem nunca ter-mos discutido.
Acabámos por mal-entendidos e pela distância.
Acabámos porque ele deixou de gostar de mim e já não queria saber de mim.
Não sei como aconteceu, mas ele deixou de gostar de mim…
Segundo uma amiga, ele tem uma ideia diferente de mim.
Nunca mais falámos, eu nem tentei falar com ele, porque achei que não valeria a pena.
Um amigo dele disse que ele já estava à procura de outra, eu já não significava nada para ele.
Possivelmente não nos voltaremos a ver nem a falar, mas se voltar-mos foi porque o destino assim o quis.
Não o esqueci completamente, mas sei que quando isso acontecer não vou conseguir amá-lo de novo se ele chegar tarde demais.
Foste o meu primeiro amor.


Escrita por uma amiga. História verídica.

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