O Bem mais Valioso


O Tempo é o bem mais valioso que nós temos, pois uma vez perdido nunca mais pode ser recuperado

Time is the most unrecoverable gift, once lost we can't have it back


domingo, 1 de maio de 2011

O Fim

Após nos termos visto no Domingo, ele disse que viria ter comigo na segunda.
Na Segunda, dia 28 de Março 2011, fazia um mês desde que tínhamos começado a trocar mensagens, ele estava doente.
Uma amiga minha e dele disse-me que no fim-de-semana ele lhe tinha contado que eu lhe tinha dito que não queria que ele fizesse rastas e que se ele as fizesse eu não lhe voltaria a tocar no cabelo nem a beijar-lhe o pescoço ou proximidades. Eu tinha realmente dito aquilo, mas quando o disse estava a brincar com ele e não pensei que ele tinha levado aquilo seriamente. Mas acho que mesmo depois de lhe ter dito que estava a brincar ele continuou a pensar que era a sério visto às vezes ainda me “picar” com aquilo.
Como estava doente eu pedi que ele não viesse e que ficasse em casa.
No dia seguinte, levei a camisola dele para a escola, e foi muito elogiada.
Usei-a porque ao usá-la sentia-me mais próxima dele de certa maneira.
Uma amiga disse-me que eu não deveria deixar as minhas melhores amigas terem contacto com ele, eu disse que não me importava. Ela disse que se fosse ela que estivesse no meu lugar não deixaria. Sinceramente não quis saber, mas aquilo incomodou-me. Odeio que se intrometam na minha vida e ela estava a abusar de certa maneira, mas mantive a calma e deixei-a falar.
Ela disse que nós não tínhamos nada de sério e que ele não era carinhoso comigo, entre outras coisas que não me recordo. Eu sei que nós não tínhamos nada de sério, mas a maneira como ela o disse foi horrível parecia que me queria descer a auto-estima, fazendo-me sentir como se fosse indiferente para ele. Se ele era carinhoso comigo ou não, isso não tinha nada a ver com ela. Eu gostava dele dessa maneira.
Eu contei isto ao meu ex-namorado (namorado na altura), mas acho que ele achou através disto que eu me importava com o que ela dizia ou pensava, embora não fosse isso que estava em causa na altura. Estava incomodada é um facto, mas estava incomodada porque ela tinha incomodado uma amiga minha ao dizer que eu não devia deixá-la falar com ele e porque ela se tinha metido na minha vida e eu odeio que façam isso!
Nesse dia notei algo de diferente, ele já não tinha o mesmo nick.
Perguntei-lhe se estava tudo bem entre nós e ele disse que sim e depois perguntei se ele tinha a certeza de que era comigo com quem queria estar e ele disse:
“Óbvio. Mas se estás insegura quanto a isso então isto não vai resultar mesmo.”
Perguntou-me o que me havia feito perguntar aquilo, mas eu tinha vergonha de admitir que era pelo nick do msn e disse que não era nada de especial. Ele deve ter percebido que era pelo nick e voltou a colocar lá o que tivera antes.
Na altura em que colocou eu também coloquei.
“9.3.2011 --> amuthe namurado :$ “
Ele entretanto retirou outra vez o dele e eu disse para ele olhar para o meu, ele justificou-me porque é que tinha retirado o dele:
“Não te importas que não meta o meu? É que há muitas pessoas com o meu nome no msn e é mau eu não as meter no meu, por isso não meto ninguém.”
Eu disse que não fazia mal, mas no fundo estava magoada. Não o ia forçar a pôr aquilo no msn e se ele achava que não devia ter era uma decisão dele.
Eu também retirei o meu.
Quarta, 30 de Março 2011, era suposto eu ir ter com ele mas ele não podia estar comigo, visto não saber se ia a uma consulta ou não. Não foi a nenhuma consulta e disse que tinha ficado triste porque não tinha podido estar comigo.
Disse-me que na sexta, 1 de Abril 2011, eu ia jantar lá a casa como compensação.
Senti que nos estávamos a afastar cada vez mais, já não éramos como dantes um com o outro. Não falávamos como antes e não éramos fofinhos um com o outro.
Ele estava-se nas tintas para mim e eu estava a sofrer muito. Não vou mentir eu chorei muito por ele nessa semana, mesmo muito. Andava muito triste e em baixo, e toda a gente notava. Perdi 5 quilos nessa semana.
Sentia mesmo muito a falta dele, e sabia que tínhamos de estar juntos o mais rapidamente possível, porque senão o que nós tínhamos iria acabar.
Esperançosa por sexta-feira até já tinha planeado a roupa que usaria.
Quando cheguei à escola na sexta, uma amiga veio ter comigo e disse que o rapaz lhe tinha dito que a nossa relação não estava a resultar, mas que ainda gostava de mim. Ela disse que já tinha notado que estávamos mais distantes e diferentes um com o outro, já não falávamos de assuntos que antes falávamos (como futebol, música, etc.) e já não éramos nada fofinhos um para outro. Disse que não tínhamos conversas de namorados e disse que eu tinha de ser mais fofinha, porque senão a relação ia ao fundo.
Desesperada, é a palavra mais adequada para o meu estado de espírito. Eu não sou muito fofinha/lamechas, sou mais fria, normalmente era sempre ele que começava com as lamechices e eu apenas retribuía (ás vezes até me sentia mal, porque pensava que estava a ser fria com ele), mas não tenho culpa é mesmo do meu carácter.
Mas tal como descrevi estava desesperada, e não o queria perder. Por isso, segui o seu conselho e fui o mais fofinha possível. Notei então que ele não me retribuía as lamechices e percebi que ele estava realmente perdido, íamos acabar.
Nem conseguia pensar nisso porque senão ficava doente, a ideia de o perder tinha-me tirado o sono e o apetite durante essa semana inteira!
Á tarde ele disse que já não dava para eu ir lá jantar, porque ia jantar a casa do padrinho. Disse que tinha muita pena, porque me queria muito ver.
Fiquei devastada. Parecia que o mundo tinha desabado.
No sábado, 2 de Abril 2011, o meu pai ligou indicando que só me iria buscar depois do almoço.
Disse-lhe então que viesse ter comigo visto já não nos vermos quase à uma semana, ele disse que não podia, porque ia para a festa de uma irmã de uma amiga, mas que se tivesse pedido antes ele teria vindo.
Mais uma vez fiquei triste e abalada.
Ele deixou de falar comigo durante o resto do dia porque ficou sem bateria no telemóvel. Mas disse-me posteriormente que tinha passado a tarde com essa tal amiga e que até tinha fumado. Ele sabia que eu não aprovava o tabaco. Até tinha prometido não voltar a tocar nos cigarros por nós.
Nesse fim-de-semana voltei a ser quem era, forte, orgulhosa e incontrolável. Não dei a minha parte fraca e deixei de ser fofinha para ele.
Eu sabia que estávamos muito mal, mas tinha esperança que quando nos voltássemos a ver ficássemos bem de novo.
Nesse dia nem nos despedimos um do outro.
A nossa despedida era sempre a mesma:
“Vou-me deitar amor. Amo-te muito dorme bem!”
“Eu também!”
Eu estava muito confusa quanto ao meu sentimento por ele, ele tinha-me magoado e senti que ele já não me amava e que já não queria saber de mim.
No Domingo, 3 de Abril 2011, só devemos ter falado de manhã, ele ficou novamente sem bateria.
Eu fui para casa de uns vizinhos nesse dia, só me dava com a rapariga porque tinha a minha idade. Os irmãos eram ambos mais velhos, um chateava-me imenso e o outro elogiava-me.
Quando deixei de falar com ele por sms, o mais novo (o que me elogiava) reparou e começou a fazer investidas.
Eu disse-lhe três vezes que tinha namorado e que o amava muito, e não falava com ele nem me mostrava simpática.
Quando precisei de ir à casa de banho a irmã disse para ele me mostrar onde era, e ele lá o fez. Quando sai pensei que ele não estaria lá à minha espera, mas estava. Despreocupada abri a porta, ele agarrou-me no braço e tentou beijar-me, eu dei-lhe uma joelhada para me libertar (não sei bem onde, foi onde calhou) e dei-lhe um estalo, que o deixou bem marcado.
Ele disse que nunca tinha sentido aquilo por nenhuma rapariga que eu era diferente e especial e que gostava de me ter como namorada. Disse que estaria sempre lá à minha espera e que não desistiria. Eu disse que nunca mais o veria e disse mais uma vez que tinha namorado.
Na segunda, 4 de Abril 2011, contei isto ao meu ex-namorado (na altura namorado) e ele veio com uma conversa estúpida a dizer que se o rapaz me tinha tentado beijar tinha sido porque eu lhe tinha dado confianças. Eu disse que não obviamente, porque eu nunca daria confianças a outro rapaz tendo namorado, mas ele continuou na sua.
Ele estava-se pouco importando para se ele me tinha beijado ou não, ele não queria era ter o seu orgulho ferido ao pensar que eu o tinha traído com outro! Ele não se importava comigo nem com o que eu fazia.
A conversa foi avançando até que eu lhe perguntei se nesse dia íamos estar juntos, e ele disse que não porque ia a casa de um amigo (que por acaso está com ele todos os dias), perguntei se nessa semana nos veríamos e ele disse que não, perguntei se no dia em que fazíamos um mês, Sábado 9 de Abril 2011, nos veríamos e ele disse que não.
Pedi-lhe um tempo, mas ele interpretou aquilo como se tivesse acabado.
Disse-lhe que quando pudesse e quisesse estar comigo que me avisasse para eu lhe devolver a camisola dele (que estava a usar nesse momento, mas que tirei assim que acabou a aula), ao que ele respondeu brutamente:
“Estás a tentar controlar-me?”
E eu disse:
“Não queres a tua camisola de volta?”
Ele disse para eu dar a uma amiga e eu assim o fiz.
Quando cheguei a casa uma amiga disse:
- “Ele meteu no Facebook que estava solteiro, para ele acabou.”
Antes tinha fé de que tudo iria correr pelo melhor, mas a partir desse momento percebi que não. Eu para ele não significava mais nada, apenas uma das suas ex-namoraditas.
Essa semana correu sobre rodas mesmo isto tendo acabado, diverti-me imenso com as minhas amigas, que me distraiam de tudo.
Ele pôs no nick do msn: “ms”, uma amiga contou-me que ele estava interessado por outra rapariga, a rapariga com quem ele tinha estado no sábado.
Não me importei com o assunto. Afinal sou jovem e tenho outros pretendentes, para quê chorar por um rapaz que me despedaçou o coração em vez de aproveitar agora que estou solteira?!
Não é fácil esquecer alguém, mas nada é impossível.

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