A paixão arde sem arder
Num corpo que sem razão
Começou a viver.
Ouve-se um coração
Num dueto melodioso,
A vida está agora na mão
Do destino odioso.
Aos olhos cegos do amor
O mundo parece maravilhoso
Mas basta uma desilusão
Para toda a dor
Acabar com a feliz ilusão
Criada pelo amor orgulhoso.
A sede de sangue do sentimento
Ecoa a cada canto
Do palácio prisioneiro
Do reino sem vento
Sem que primeiro
Se quebre seu encanto.
Prisioneiros ele faz,
Crentes ele converte,
Louco, mas ciente
O amor nunca jaz.
Só os amantes acreditam
Em coisa tão fenomenal
Que eles próprios inventam
Para não pensarem no seu próprio mal.
21.3.2011
(por: Inês de Almeida Pinto)
Poema lindooo :D espero que continue a escrever :DD
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